• Benjamim Rodrigues

PORQUE É QUE UM TRATAMENTO PODE NÃO FUNCIONAR?


Antes de mais convém esclarecer que, na maior parte das vezes, a maioria dos tratamentos não funciona porque não está a ser tratada a origem do problema, mas sim o 'resultado final' (sintoma).


Se um cano da água da nossa casa está furado e vaza água para nossa casa, não resolvemos o problema limpando a água que ficou na nossa casa, ou colocando um balde para apanhar a água. Embora limpando a água do chão ou colocando um balde, tivéssemos impedido a água de se espalhar pela nossa casa, o problema não foi resolvido na origem, mas apenas o resultado e mais tarde ou mais cedo quando não pudermos limpar a água ou colocar o balde, ela vai inundar toda a nossa casa e provocar cada vez mais danos.

Quando tratamos apenas o sintoma ou resultado final temos uma falsa ilusão de que temos o problema tratado, mas quando deixamos de 'limpar', depressa vamos perceber que não resolvemos nada, limpando o resultado final, até porque a 'fonte' do problema continua a produzir mais 'resultados' (sintomas) que teremos de limpar sempre.


O sintoma é apenas o 'resultado' final e não o que deu 'origem'. Se a 'origem' continua activa, por mais que 'eliminemos' o resultado (sintoma), mais tarde ou mais cedo (conforme as condições que lhe dispensarmos), a 'origem' do problema vai continuar a 'enviar' sintomas, até porque esta 'origem' que produziu o sintoma, continua activa.

A minha opinião, é que a medicina tradicional, se foca em eliminar o sintoma, enquanto as terapias ditas alternativas se focam em dar atenção ao sintoma, mas não para o eliminar, mas antes para ele ‘informar’ e 'indicar' onde está a origem do problema, ou seja, não pretendemos eliminar o sintoma como forma de resolver a situação, apenas vamos 'convidar' o sintoma a ir embora, quando a sua função já não é necessária por termos tratado e corrigido aquilo que ele estava a 'comunicar'.


Nas medicinas alternativas o objectivo principal não é fazer desaparecer o sintoma por si mesmo... nas terapias alternativas o sintoma só vai embora quando já cumpriu a sua função de avisar de que algo precisa de ser corrigido.


Muitas vezes o tratamento não funciona, sendo que uma das razões (outras razões vão ser referidas mais em baixo), pode ser porque foi eliminado o sintoma, em vez de ter sido eliminado o que esteve na origem do problema, ou seja não foi 'ouvido' o sintoma para que ele 'informasse' o que era necessário tratar, foi pura e simplesmente eliminado,mas o sintoma não era a 'origem', o sintoma era o 'resultado'.


O sintoma nunca pode ser o ‘problema’, o sintoma é o mensageiro, que nos traz a informação, como se de um carteiro se tratasse, só que neste caso a 'carta' é em forma de desconforto. Nunca ninguém ‘matou’ ou mandou silenciar um carteiro porque ele trouxe noticias negativas, até porque ele não foi responsável pelo seu conteúdo, mas sim e só pela sua entrega ao destinatário... o mesmo se deveria acontecer com os nossos sintomas, nunca deveríamos eliminá-los, sem sabermos o que eles nos querem 'comunicar'. À semelhança do carteiro, em que aquelas cartas que vemos pelo envelope que não são importantes e que logo deitamos para o lixo, também aqui se não formos 'obrigados' a dar atenção ao sintoma, através do desconforto, não lhe vamos dar atenção e não fazemos nada para reverter tal situação.


Quando eliminamos o sintoma, o nosso organismo perdeu um meio para nos avisar e para nos ‘fazer mexer’ para avaliarmos o que não está bem, até porque a dor é o melhor meio que o nosso organismo arranjou para nos fazer ‘mexer’, sem dor, não vamos procurar solução nenhuma, porque para a nossa mente, não ter dor é estar de boa saúde.


Outra razão porque pode um tratamento não funcionar é porque estamos a tratar um problema que tem uma origem e estamos a trata-lo com ‘remédios’ de outra origem.


Ou seja, para tratamos um problema, embora possamos e devamos utilizar outras 'ferramentas' para complementar, devemos ter sempre em conta, SOB PENA DE ELIMINARMOS O SINTOMA E NÃO O QUE ESTÁ NA ORIGEM DO SINTOMA - utilizar as 'ferramentas' que tratam a 'origem' do problema, ou seja: para problemas de origem emocional temos de utilizar em primeiro lugar ‘ferramentas emocionais’... para tratarmos um problema mental, devemos utilizar 'ferramentas mentais’... para um problema espiritual devemos utilizar ‘ferramentas espirituais’... para um problema físico devemos utilizar ‘ferramentas físicas’ e assim sucessivamente...


Claro que, porque muitas vezes, por exemplo um problema de origem emocional pode dar sintomas crónicos ao nível físico e poderá haver necessidade de uma abordagem mais física, como alterar a alimentação, ou até mesmo uma cirurgia, etc., mas estas abordagens nunca poderão substituir a 'ferramenta emocional' (neste exemplo) que trata a origem do problema, sob pena de estarmos a 'matar' o sintoma e não a tratar o que esteve na origem desse sintoma. Preferencialmente não deveremos tirar o sintoma - excepto em casos muito graves - até porque iremos avaliar até quando a dita 'ferramenta emocional' (neste exemplo) vai necessária ser utilizada, o que vamos verificar pela diminuição dos sintomas, mas nunca pela sua eliminação directa!!!


Muitas das vezes o que podemos e devemos fazer é complementar com várias ‘ferramentas’, de preferência SEMPRE DEPOIS de tratamos a origem do problema com a 'ferramenta' própria, até porque a partir daqui podemos desencadear um efeito dominó que pode trazer alívio que pode melhorar a qualidade de vida da pessoa aos vários níveis.


Muitas vezes o que acontece é que o ‘tratador’ ou o ‘tratado’ estão focados apenas numa ‘ferramenta’ que não é a que trata o ‘problema que está na origem do sintoma’ mas a 'ferramenta' que elimina o sintoma e aí, o que se verifica é que até pode haver algum alívio, mas o problema não foi solucionado e certamente aparecerá mais tarde, nesse órgão ou em outro.


O que acontece muitas vezes na medicina tradicional é que para todos e demais sintomas é utilizada uma mesma 'ferramenta', que são os remédios químicos, as cirurgias, etc., que sendo 'ferramentas físicas', para tratar todos os tipos de sintomas, sejam eles de origem mental, emocional ou mesmo espiritual.


A parte mental/emocional tem mais influência no sucesso de um tratamento do que a maioria dos 'tratadores' julgam perceber, pela simples razão de que, se da nossa mente consciente ou mesmo inconsciente, partirem mesmo que sejam somente pensamentos ou diálogos internos negativos, as nossas células não podem fazer outra coisa se não ‘rejeitar’ aqueles tratamentos até porque não servem como ‘materiais’ para as sensações que lhe são ‘pedidas’ pelo seu ‘empregador’.


Se uma pessoa por exemplo fala mal de si mesma e invoca sensações negativas, os tratamentos, por mais eficazes que possam ser, são materiais ‘não-qualificados’ para produzirem as sensações que o ‘empregador’ anunciou (em pensamentos, em palavras ou em acções), logo vão ser descartados ou não aproveitados convenientemente.


O inverso também vai acontecer, ou seja, sempre que nos obrigamos a ter pensamentos positivos – e nem precisam de ser 100% positivos, apenas 1% positivos de cada vez já é bom – todos os ‘materiais’ que possam ajudar nesta ‘positividade’ vão ser aproveitados… e quais são os materiais que vão ser aproveitados? Vão ser aproveitados, desde os tratamentos a que a pessoa se vai sentir atraída a fazer… desde os alimentos que vai passar a ingerir… desde os lugares para onde vai ser atraída – onde poderão estar soluções para os seus problemas - e assim por diante.


Por último, convém referir que todas as doenças ou mal-estar que sofremos, não são mais do que chamadas de atenção que o nosso corpo nos dá – através dos tais mensageiros que são os sintomas – de que precisamos mudar alguma coisa. O desconforto foi a melhor maneira do nosso organismo nos avisar, de que não é esse o caminho, a dor é o que nos faz mexer.


Pelo desconforto o nosso organismo ‘obriga-nos’ a fazer algo, obriga-nos a fazer diferente, obriga-nos a aprender algo novo, obriga-nos a estudar algo que temos de aprender... mas como quando andávamos na escola, muitos de nós não gostávamos de estudar e aprender coisas novas, também nas aprendizagens da vida, precisamos muitas vezes do 'incentivo' da dor para aprendermos, por isso, um dia ainda iremos agradecer às nossas dores e desconfortos, pois foram elas que nos 'ajudaram' a aprender, foram elas que nos ajudaram a ter novos ensinamentos que, no fim, acabaram por nos trazer mais qualidade de vida e nos ajudaram a evoluir mais, aqui durante a nossa caminhada terrena.


Quando esta aprendizagem acontece, quer seja ela a nível físico, mental, emocional ou espiritual, depressa vamos encontrar o tratamento adequado que vai resolver na origem todos os nossos desconfortos, acabando os sintomas de desconforto por irem embora, não porque os tenhamos eliminado directamente, mas porque eles mesmo se foram embora porque a sua função já não é mais necessária.


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