• Benjamim Rodrigues

Mudar não é fácil

Porque é que mudar não é fácil? Antes de mais convém referir que muitas vezes nós até queremos mudar, mas sentimos um desconforto na mudança e acabamos por protelar a mudança por algum tempo ou vamos mesmo acabar por não mudar.


Muitas das vezes não conseguimos perceber este desconforto, até porque muitas das razões estão enraizadas a um nível inconsciente na nossa mente.


A mudança pode implicar, a um nível mais inconsciente, termos de ir contra os ensinamentos que tínhamos como garantidos e fiáveis, porque entre outras razões, nos foram transmitidos por aquelas pessoas em quem mais confiamos ou confiávamos, que foram ou são, os nossos pais, familiares, professores entre outros.


Ora, a um nível mais inconsciente, a rejeição dos ensinamentos que essas pessoas nos deixaram, está associado, a essas próprias pessoas que no-los transmitiram, razão pela qual, ao rejeitarmos esses ensinamentos, na nossa mente inconsciente, vamos estar a rejeitar essas pessoas que no-los transmitiram, sendo que, quando são pessoas a quem temos uma dívida de gratidão (por nos terem feito bem no passado), vamos sentir-nos desconfortáveis com a mudança, como se essa mudança fosse contra essas pessoas e não apenas a 'nosso favor'.


Claro que, também a um nível mais consciente e racional essas mudanças, vão fazer com que, porventura tenhamos de afastar-nos dessas pessoas, nomeadamente quando, estes nossos novos comportamentos sejam completamente opostos àqueles que essas pessoas continuam a manter e pode ser preferível, para ambas as partes, haver um afastamento, até porque os ‘interesses’ naqueles comportamentos são diferentes ou mesmo opostos.


Por isso também a este nível mais consciente ou racional, a mudança se não for bem fundamentada e bem esclarecida pela nossa parte, para com aquelas pessoas que nos transmitiram aqueles outros ensinamentos (que agora são o oposto àquilo que agora acreditamos ser o melhor para nós), pode mesmo levar a um mal-estar e mesmo a um afastamento definitivo para com essas pessoas.


Claro que, mais à frente, esse afastamento vai ser inevitável, até porque, nem nós nos vamos sentir confortáveis com os comportamentos antigos (mas comportamentos actuais dessas pessoas), nem essas pessoas se vão sentir confortáveis se as ‘obrigarmos’ a ter de compartilhar os nossos novos comportamentos.


Por tudo isto, a nossa mente inconsciente sábia como é teme esta mudança e faz-nos sentir desconfortáveis com esta mudança, no entanto quando nós já temos a certeza que o antigo comportamento já não nos serve, se persistirmos nesse antigo comportamento, só para não decepcionarmos aqueles que no-los transmitiram ou aqueles que ainda os mantêm, vamos ficar nas ‘mãos’ deles e, a um nível mais ou menos consciente, vamos sentir que não estamos a viver a nossa verdade, tudo pelo MEDO de virmos a perder o amor e/ou amizade dessas pessoas.


Acredite que mesmo que numa primeira fase, essas pessoas, se possam afastar de nós, mesmo que devidamente esclarecidas de que não é nada pessoal, até porque como dissemos atrás, já não partilhamos os mesmos interesses, se essas pessoas tiverem mesmo consideração por nós, vão querer o melhor para nós e quando nos virem bem, vão aceitar aquele nosso comportamento e até, quem sabe, ‘dar a mão à palmatória’ e ver que, se calhar não estavam certos, nas atitudes mais radicais que tiveram em relação a nós e até, porventura vão eles adoptar este comportamento.

Quando mudamos um determinado comportamento, porque chegamos à conclusão que já não nos serve, normalmente esta mudança deveu-se a ‘investigação por conta própria' e vimos que afinal havia outras soluções mais vantajosas para nós. Quando isto acontece, temos a ‘urgência’ de ‘informar’ todas as pessoas das nossas relações e sentimos a 'obrigação de impor’ esta nossa nova verdade. Nesta altura começamos por sofrer um ‘choque’ de rejeição da nossa verdade. 'Mas como isto pode ser, se esta nossa verdade está tão fundamentada?'. 'Como é que eles não compreendem?'. 'Será que não querem o melhor para eles?'. Estas são algumas perguntas que nos fazemos. Aqui começamos a compreender a razão pela qual a nossa mente nos ‘atrasou’ na adopção deste comportamento.


Mais tarde vamos perceber que aquelas pessoas terão de passar por aquilo que nós passamos para mudarem. A nossa ‘obrigação’, por muito que a princípio nos custe, não vai ser ‘obrigar’ ninguém a mudar, mas vai ser sim,deixar as ‘sementes da mudança’, para que, aquelas pessoas, no tempo delas, possam vir a ter novos comportamentos que, acreditamos nós, servem melhor os seus interesses, (até porque nós já estamos em vantagem em relação a elas, nós já experimentamos os dois comportamentos e já podemos compará-los, ao contrário dessas pessoas, que só experimentaram esse comportamento - e chegamos à conclusão que estes novos, são o que nos servem melhor).


Pessoalmente a mim, agora já não me choca nem me causa nenhum desconforto, as outras pessoas não ‘alinharem’ nos meus novos comportamentos, até porque, agora estou concentrado em deixar ‘sementes’, até porque a parte do outro, vai ter de ser sempre ele a fazer e cada um tem o seu/dele tempo para mudar. Também porque a um nível mais espiritual a pessoa ainda pode 'precisar' desse comportamento para algum ensinamento.

O que me choca actualmente, não é essas pessoas não seguirem os meus comportamentos, o que me choca mais, é essas pessoas andarem a ser enganadas e a ‘alimentadas’ nesses comportamentos, por aqueles que tiram grandes benefícios disso mesmo a nível económico.


Enquanto as pessoas não se ‘obrigarem’ a não acreditar em tudo o que vêm nos meios de comunicação social, ou mesmo em não verem mesmo esses meios de comunicação, ou verem muito pouco, vai ser mais difícil mudar, porque vão estar ‘hipnotizadas’ para manterem aqueles mesmos comportamentos.


Acredite que, no fim, as contas que vamos fazer, não vão ser entre nós e os outros, as contas que vamos fazer vão se de ‘nós para com nós mesmos’.


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